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	<title>à mezza notte o'clock</title>
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		<title>O melhor da música em 2008</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 05:09:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Ortman</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente, após muita procrastinação. Recriei meu blog com um nome mais decente &#8211; o outro não merece comentários &#8211; e praticamente no meio de janeiro, quando todas as revistas, sites, blogs especializados já divulgaram suas listas de melhores álbuns do ano passado. Eu consigo finalizar minha lista e as resenhas dos 10 principais discos. Já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amezzanotte.wordpress.com&amp;blog=6150754&amp;post=34&amp;subd=amezzanotte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Finalmente, após muita procrastinação. Recriei meu blog com um nome mais decente &#8211; o outro não merece comentários &#8211; e praticamente no meio de janeiro, quando todas as revistas, sites, blogs especializados já divulgaram suas listas de melhores álbuns do ano passado. Eu consigo finalizar minha lista e as resenhas dos 10 principais discos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Já posso adiantar que ao longo dos mais de 100 álbuns que escutei antes de fechar a lista, não consegui ouvir um número razoável.<span> </span>Erikah Badu, Opeth, Juana Molina, Joose Keskitalo são alguns dos artistas que não tive tempo. Zach Hill e Kevin Drumm eu não tive tanta paciência até então (lamento). Hot Chip, Steve Wilson, Gojira eu não creio que terei vontade de fazer.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Antes de falar do que interessa &#8211; os 10 discos -, quero relevar alguns álbuns que ficaram na margem do top e por isso merecem comentários. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">O rapper <strong>Lil’ Wayne</strong> veio aparecendo na imprensa e ganhando prêmios desde o meio do ano, quando lançou o sexto álbum de sua carreira, provavelmente o mais sólido. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">A onda de folk impulsionado por vocalizações em coros e elementos do gênero continua crescente de maneira positiva, a grande revelação do ano de 2008 nesse estilo é o <strong>Fleet Foxes</strong>, que lançou um EP e um álbum homônimo que foram bastante elogiados pela mídia especializada, ganhando o título de melhor do ano pela pitchfork, por exemplo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Na música eletrônica, <strong>The Gaslamp Killer</strong> e <strong>The Bug</strong> produziram excelentes discos em diferentes vertentes. O primeiro se guiou no hip hop experimental e nas picapes remixando diversos sons e criando algo próximo de uma OST da algum filme obscuro de blaxplotation da década de 70. Já o produtor Kevin Martin, também conhecido como The Bug, fez um Dancehall à base de um BPM muito alto. Não é o tipo de música mais fácil de se ouvir por aí, mas é extremamente empolgante e original. Bastante indicado para quem gosta dos Dubsteps atuais.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">A presença feminina também surgiu com sonoridades bem divididas. Enquanto a islandesa <strong>Emiliana Torrini</strong> produziu algo bem pop, mais com uma diversidade de influências de estilos extensa ao longo das faixas do seu disco (Me and Armini). <strong>Marnie Stern</strong> conseguiu criar algo noise e melodicamente lindo, superando o seu mediano debut de 2007. O bom Math Rock ainda está vivo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Na cena indie tiveram artistas criando obras em diversas graduações. Alguns preferiram apostar nos tons épicos e foram bem sucedidos. Como é o caso do The Glowing City de Bill Baird, vulgo <strong>{{{Sunset}}}</strong>. Em mais de uma hora revive aquela psicodelia de texturas doces do The Zombies &#8211; atenção para a primeira faixa que se chama Zombies – mas atualizando o estilo para o século XXI, tanto que é plenamente compreensível falar que {{{Sunset}}} parece e não parece The Zombies. Outro grupo que decidiu seu ano com um álbum de maneira grandiosa, foi o <strong>Deerhunter</strong>, que produziu um disco duplo bastante conceituado. O lado A detêm algumas faixas ícones (vide <em>Nothing Ever Happened</em>), e outra bem abaixo da média. O lado B é poderoso e conciso, uma boa viagem noise experimental.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Falando em experimentar, o <strong>Excepter</strong> se saiu muito bem com uma produção que varia entre o industrial e o noise, cheia de vozes, gritos e barulhos que poderiam ter vindo do manicômio da esquina.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">O minimalismo do <strong>The Walkmen</strong> também funcionou. You &amp; Me é um dos trabalhos mais cativantes do ano, cheio de canções viciantes e agradáveis como Canadian Girl e In the New Year.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Mudando totalmente de estilo, as longas suítes improvisadas no Double Sunrise Over Neptune de <strong>William Parker</strong> e sua big band são de fato incríveis. Mas por ser um som um tanto complicado de assimilar, talvez ele tenha sido prejudicado. Afinal, se eu tivesse dedicado mais tempo, ele poderia ficar mais próximo dos 10 melhores de 2008.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Por fim, tenho que comentar aqueles que estiveram ao longo da maior parte do ano entre os melhores e saíram no final (os cavalos paraguaios): O revival 80’s do <strong>Cut Copy</strong> realmente me chocou, afinal, a maior parte do que eu escutei dessa onda oitentista que vem ocorrendo ao longo desse século, simplesmente não funciona para mim. Mas aqui as melodias bem diretas e energéticas me fizeram ceder e aceitá-los como um dos belos grupos de 2008. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Apesar de muito contestado pelos fãs, <strong>Nick Cave and the Bad Seeds</strong> produziram um disco foda, bem no estilão garage, com algumas porradas como a faixa-título e <em>Lie Down Here (and be my girl)</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Bom, agora que eu já apresentei aqueles que podem ser consideradas as menções honrosas, vamos aos 10… </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Ah sim, eu fiz questão de hospedar todos os álbuns comentados abaixo, para baixá-los é só clicar sobre as capas. Espero que gostem.</span></p>
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<p class="MsoNormal"><a href="http://w19.easy-share.com/1903155574.html"><span style="font-family:Tahoma;"><img class="alignnone size-full wp-image-11" title="tv-on-the-radio-dead-science1" src="http://amezzanotte.files.wordpress.com/2009/01/tv-on-the-radio-dead-science1.jpg?w=450" alt="tv-on-the-radio-dead-science1"   /></span></a></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;">10. DEAR SCIENCE (Tv on the Radio)</span></strong><span style="font-family:Tahoma;">: Já não é de hoje que o rock estranho do Tv on the Radio que funde funk, eletrônico e experimental me empolga. Na verdade, em 2006 eles produziram outro discão (Return to Cookie Mountain). O Dear Science mantém o grupo no topo da música independente atual. E ao que parece eles estão sabendo lidar de maneira ainda mais concisa com suas produções. <span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Logo de cara você já se depara com aquelas viradas de baterias secas e os vocais surgindo sutilmente imprevisíveis ao longo de <em>Halfway Home</em>. Passa pela reciclagem do funk de todos os rumos possíveis em faixas como <em>Crying</em>, <em>Red Dress</em> e <em>Golden Age</em>, essa última um dos hits de 2008 para mim, que funciona como se prendessem o Prince e o Beck num quarto por uma semana e os deixassem compor uma música. Ainda é possível citar o hip-hop abstrato de <em>Dancing Choose</em> que me remete a um Subtle mais comportado, além da semi-“balada” de sopros insanos e coros bonitinhos que é <em>Lover’s Day</em>, faixa que fecha o disco em grande estilo. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">É difícil apontar uma canção favorita nesse álbum, mas no momento fico com <em>DLZ</em>, que é um belo resumo do que se trata o Tv on the Radio: O refrão é aquela coisa grudenta e a melodia pesa na cabeça.</span></p>
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<p class="MsoNormal"><a href="http://w19.easy-share.com/1903157477.html"><img class="alignnone size-full wp-image-12" title="zomby-where-were-u-in-921" src="http://amezzanotte.files.wordpress.com/2009/01/zomby-where-were-u-in-921.jpg?w=450" alt="zomby-where-were-u-in-921"   /></a></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;">09. WHERE WERE U IN ’92 (Zomby): </span></strong><span style="font-family:Tahoma;">Provavelmente eu estava brincando com meus carrinhos da hot wheels no meu apartamento da Rua Faro numa hora dessas em 1992, mas muitas pessoas começavam a curtir as raves. Daí surge o questionamento que dá nome ao álbum de Zomby. Esse foi o ano-chave que deu início à onda das festas eletrônicas. E Where Were U in ‘92 nada mais é do que uma grande homenagem ao gênero. O produtor Zomby pergunta e quase que instantaneamente dá a resposta. Desde o primeiro segundo do álbum já é possível entender onde boa parte dos ingleses estava em 92. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Muito do que você vai ouvir aqui te dará aquela sensação nostálgica dos 90’s, seja no sampler daquele clipe que você assistia todo dia na MTV, até aquela música que você ouviu na festa da semana passada. A variação de elementos do álbum é impressionante, parece um grande banco de dados da música eletrônica dos anos 90 até os dias atuais.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Diante dessa descrição o álbum ainda consegue soar subversivo, afinal, sai ligando elementos de diversos estilos que flertam com a cena eletrônica, sendo apresentados num BPM altíssimo. É possível encontrar o pop em <em>Float</em>, o hip-hop em <em>Pillz</em> (minha favorita), o House em <em>Daft Punk Rave</em>, o techno em <em>Euphoria</em>, e um mar de outras informações. Para finalizar a obra, Zomby remixa a música tema de Street Fighter 2, quer jogo mais ícone da geração de 90 do que esse? </span></p>
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<p class="MsoNormal"><a href="http://w19.easy-share.com/1903158792.html"><img class="alignnone size-full wp-image-13" title="evangelista-hello" src="http://amezzanotte.files.wordpress.com/2009/01/evangelista-hello.jpg?w=450" alt="evangelista-hello"   /></a></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;">08. HELLO, VOYAGER (Evangelista): </span></strong><span style="font-family:Tahoma;">Esse álbum já começa do caos, sua primeira faixa (<em>Winds Of St. Anne</em>) é tipo uma continuação de The End do Doors, e as referências estão lá (The west is the best and the wind knows my name…). Segue. <em>Smooth Jazz</em> tem outro rumo melódico, com mais peso e cadenciado, mas o caos continua lá. Segue. Inesperadamente, parece que em <em>Lucky Lucky Luck</em> a calmaria finalmente reina em um blues singelo, finalmente conclui-se que a voz da cantora (Carla Bozulich) é cativante. Essa é a minha faixa favorita, todo seu minimalismo e o estilo levemente improvisado da Carla de cantar são apaixonantes. Segue. Um arranjo de cordas, uma orquestra passando o som, <em>For the L’il Dudes</em> é mais uma canção que surpreende. Segue. <em>The Blue Room</em> parece uma espécie de continuação cantada da faixa anterior, mas dessa vez os violinos surgem mais tímido dando lugar a uma guitarra dedilhada, certamente a melodia mais linda do disco. Segue. Barulhos. Distorção. Muda tudo! <em>Truth Is Dark Like Outer Space </em>é uma espécie de bombardeio sonoro de 2 minutos e meio, para quem aprecia noise… coisa linda. Segue. <em>Frozen Dress</em> é tensa e fúnebre, as vozes entrelaçando com o ruído da guitarra me lembram a Diamanda Galás, mas sinceramente, eu nem lembro se o som é tão parecido. Segue. A penúltima faixa (<em>Paper Kitten Claw</em>) tem um certo ar angustiante até em suas palavras (Hatching and falling and hatching and falling and hatching…most / people walk right through me leave their scent but that’s all), a linha de baixo constante acompanha de maneira delicada a música do inicio ao fim, mais uma das grandes faixas do disco. Segue. A faixa título retorna ao ponto inicial do álbum, tematicamente falando, em meio a uma confusão experimental de batuques e guitarras soando, voltando ao caos. Nada melhor do que 12 minutos de experimentalismo que vão calmamente se encontrando em harmonia para fechar um disco tão surpreendente como foi o Hello, Voyager. Daqueles que adquiriu seu espaço no top10 do ano como um mero desconhecido.</span></p>
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<p class="MsoNormal"><a href="http://w20.easy-share.com/1903232171.html"><span style="font-family:Tahoma;"><img class="alignnone size-full wp-image-14" title="bar-kokhba-lucifer" src="http://amezzanotte.files.wordpress.com/2009/01/bar-kokhba-lucifer.jpg?w=450" alt="bar-kokhba-lucifer"   /></span></a></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;">07. LUCIFER: BOOK OF ANGELS VOLUME 10 (Bar Kokhba)</span></strong><span style="font-family:Tahoma;">: É o segundo álbum que resenho (estou fazendo tudo de ordem aleatória, fica mais agradável) e creio que seja o mais complicado. Por que? Eu não consegui me aprofundar em nada quando ao Bar Kokhba e tudo relacionado a ele até o momento. Meu conhecimento de Klezmer é basicamente saber da sua ligação direta com a religião judaica. O que seriam os Livros dos Anjos que o selo Tzadik vem lançando desde 2005? Confesso que até agora não tive muito tempo para pesquisar a respeito. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Bom, é evidente que eu não queria manter tudo tão vago, mas já que não tive a capacidade de me aprofundar nessas questões, vou deixar de ser chato e dizer logo que o John Zorn fez um puta trabalho. Há muito tempo eu procurava um álbum com as características do Lucifer, unindo a virtuosidade do avant-garde jazz a uma sonoridade diferenciada (no caso em questão, o Klezmer). </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Revezando entre faixas curtas e longas o disco flui que é uma maravilha. O requinte dos arranjos e as belas improvisações de guitarra do Marc Ribot fazem esse ser o álbum de jazz mais acessível dos últimos anos. Certamente se eu fosse um magnata já teria contatado o Zorn para tocar numa festa no meu iate e nesse momento estaria desfrutando da paisagem, apreciando bons drinks e relaxando ao som de <em>Rahal</em>.</span></p>
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<p class="MsoNormal"><a href="http://w19.easy-share.com/1903159300.html"><span style="font-family:Tahoma;"><img class="alignnone size-full wp-image-15" title="grouper-dragging" src="http://amezzanotte.files.wordpress.com/2009/01/grouper-dragging.jpg?w=450" alt="grouper-dragging"   /></span></a></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;">06. DRAGGING A DEAD DEER UP A HILL (Grouper)</span></strong><span style="font-family:Tahoma;">: Eu não sei se daqui há 2 semanas ainda estarei amando esse disco de título longo. É estranho começar uma resenha dessa maneira, e é evidente que estou exagerando, porém da mesma maneira que toda essência onírica do drone somada a voz da Liz Harris são cativantes, a possibilidade da sonoridade gerar um desinteresse instantâneo é perfeitamente possível (mais ou menos como ocorreu com o post-rock de uma maneira abrangente para mim de uns tempos para cá).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Mas a experiência de ouvir o Dragging… deitado na cama, na escuridão do meu quarto captando cada detalhe até o ponto de entrar numa espécie de nirvana, está claramente na lista dos melhores registro musicais que tive ao longo do ano.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Mesmo que cada faixa tenha suas particularidades, como por exemplo, a <em>Heavy Water</em> e <em>Fishing Bird</em> que se destacam por evidenciarem os violões e uma levada mais acelerada, o melhor que se pode fazer para fazer o álbum funcionar é ouvi-lo por inteiro, afinal o envolvimento acontece nas transições de faixa. A produção do álbum é simples, e cabe perfeitamente dentro das intenções da artista.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Não é fácil fazer comparações e essa que virá a seguir serpa motivo de discussão na certa: Nas devidas proporções, o disco funciona como uma espécie de Loveless. Porém, enquanto na obra-prima do Kevin Shield você se aproxima a uma viagem alusória do que seria descer do alto de uma montanha russa, que desgastasse toda a adrenalina possível. O álbum da Harris funciona como uma espécie de sonífero (no bom sentido da palavra). E parece ser exatamente a idéia da compositora, não é a toa que a última faixa chama-se We’ve All Gone to Sleep.</span></p>
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<p class="MsoNormal"><a href="http://w19.easy-share.com/1903233039.html"><span style="font-family:Tahoma;"><img class="alignnone size-full wp-image-16" title="caretaker-persistent-repetitition" src="http://amezzanotte.files.wordpress.com/2009/01/caretaker-persistent-repetitition.jpg?w=450" alt="caretaker-persistent-repetitition"   /></span></a></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;">05. PERSISTENT REPETITION OF PHRASES (The Caretaker): </span></strong><span style="font-family:Tahoma;">A mais nova obra de James Kirby sob o pseudônimo de Caretaker merece muita atenção. Digo isso, pois nas minhas primeiras experiências com esse álbum não foram bem sucedidas. Simplesmente não surgiu efeito. Todo aquele ruído de long-play, a repetição de sons, a sonoridade soturna… Não empolgou. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Mas foi preciso parar tudo o que eu fazia e me concentrar somente em persistir na repetição das frases. Eis que me senti como se estivesse num imenso salão de festas abandonado, onde se encontrava uma vitrolinha tocando Ballroom. A familiaridade da minha descrição aos ambientes de O Iluminado tem bastante sentido. Visto que o projeto The Caretaker começou a partir da famosa seqüência do salão de festas do filme de Kubrick. Sua proposta é samplear vinis das músicas que tocavam nos anos 20 e 30, criando um efeito único a quem escuta.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Persistent Repetition tem como intenção nos transmitir um passado abstrato, porém altamente palpável. Uma sensação de nostalgia vem à tona, diante de uma época que não vivemos. Acompanhada de uma solidão evidente que flutua sob cada sampler repetido. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Na primeira metade do álbum nota-se com clareza a repetição baseada nas músicas antigas, como se o criador quisesse chamar a atenção para o título da sua obra. A partir da quinta faixa (<em>Poor Enunciation</em>) entramos num território desconhecido. O vazio e a atemporalidade suplantam qualquer outra sensação, vez ou outra remetem ao gélido Nuuk de Thomas Köner. Em <em>False Memory Syndrome </em>retornamos ao velho salão inabitado, a “falsa memória” parece ser um dos elementos que ditam o álbum: As lembranças que já se foram. <em>Von Restorff Effect </em>é a canção onde o ballroom flui com mais clareza, mesmo com os efeitos sobrepondo, ela é como se fosse uma espécie de balada do álbum. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">E por fim, mas uma vez a questão da memória é abordada no título <em>Unmasking Alzhiemer’s</em>, a partir de um som agudo, os ruídos se condensam àquele ambiente soturno e até certo ponto onírico. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Este é um álbum que deveria ser experimentado por todos, por mais complicado que pareça. E caso vocês experimentem, não se esqueçam dos fones de ouvido, por favor. Se gostarem, ouçam também o disco A Stairway to the Stars, a obra-prima do Caretaker e um dos melhores da década.</span></p>
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<p class="MsoNormal"><a href="http://w20.easy-share.com/1903233396.html"><span style="font-family:Tahoma;"><img class="alignnone size-full wp-image-17" title="flying-lotus-la" src="http://amezzanotte.files.wordpress.com/2009/01/flying-lotus-la.jpg?w=450" alt="flying-lotus-la"   /></span></a></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;">04. LOS ANGELES (Flying Lotus)</span></strong><span style="font-family:Tahoma;">: Para mim o Flylo é um alienigena que pediu permissão para ser sobrinho da Alice Coltrane, podendo ter assim alguma familiaridade com o John e criar suas músicas em paz. Fato é que Los Angeles é uma verdadeira obra de arte da música eletrônica. O álbum traz referencias bem viscerais de jazz, funk e de música africana e latina acompanhado de uma sonoridade que soa extraterrestre devido à veia criativa em experimentar do rapaz em questão. Flylo vai bem longe e nos traz uma diversidade absurda de samplers que se misturam e se sobrepõem às texturas riscadas de uma produção bem chique, que diria ser uma das grandes dessa década.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">O disco não é fácil de digerir, mas para quem curte artistas como Squarepusher e Aphex Twin de um lado – do eletrônico, IDM, mais propriamente &#8211; , e Madlib e J. Dilla – hip-hop instrumental &#8211; do outro, é possível que logo haja um esclarecimento das coisas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Atenção para faixas como Robertaflack, que é extremamente sexy; <em>Breathe</em>, <em>Melt!</em> e <em>GNG BNG</em> que são capazes de derreter o cérebro humano; além da música <a href="http://pitchfork.tv/videos/flying-lotus-parisian-goldfish"><em>Parisian Goldfish</em></a>, que é famosa pelo seu polêmico clipe que foi motivo de bastante discussão por aí. E cá entre nós, independente da “qualidade” é hilário e ao meu ver sensacional. Ainda preciso ouvir o 1983 por inteiro, que é seu debut de 2006. Deixo a dívida registrada aqui.</span></p>
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<p class="MsoNormal"><a href="http://w19.easy-share.com/1903233979.html"><span style="font-family:Tahoma;"><img class="alignnone size-full wp-image-18" title="portishead-third" src="http://amezzanotte.files.wordpress.com/2009/01/portishead-third.jpg?w=450" alt="portishead-third"   /></span></a></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;">03. THIRD (Portishead)</span></strong><span style="font-family:Tahoma;">: Na maioria dos blogs nacionais que eu entrei nos últimos dias para ler um pouco a respeito do que pensam do Third, comenta-se o sinistro sampler de introdução do álbum em português. De fato, a primeira vez que ouvi, em mp3, pensei estar baixando algum arquivo fake… mas é verdade. O álbum é contextualizado batidas secas, variando nas guitarras de peso e nos momentos acústicos, na maior parte do tempo com uma temática sombria. O resto do “serviço” é concluído pela vocalista Beth Gibbons que continua recriando desde os clímax mais excitantes até o mais fúnebres do álbum. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Third de fato assume uma postura sombria desde o primeiro momento, porém o mais assustador dessa história toda se trata do fato de eu só ter “acordado” para esse álbum aos 45 do segundo tempo. Aliás, continua a ser inexplicável o fato de ter negado ele por uns oito meses. Afinal, ele é exatamente como aquela menina que você sabe que se apaixonaria a primeira vista, mas só aconteceu há anos depois. Prefiro fingir para mim mesmo que a culpa era dos grotescos 128 kpbs daquelas primeiras mp3.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">O fato de escalar <em>The Rip</em> como uma das faixas do ano talvez também seja uma boa prova que demonstre como eu neguei esse álbum ao longo dos meses. Quando eu resolvi dar a devida atenção, descobri a quantidade de canções que “valem a pena” em Third. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Vamos as faixas: volta e meia eu me pego “headbangueando” na batida de <em>We Carry On</em>, que carrega um ritmo cortante do inicio ao fim, e bebe da fonte do experimentalismo do final dos anos 60 (vide Silver Apples). Ou então viajando na discordância entre as batidas secas e as variação de vocais – canto e coros – da Gibbons em <em>Machine Gun</em>, que fluem tão bem que foi considerada uma das músicas do ano segundo o Pitchfork. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Por fim, concluí que Third é um álbum bem compacto e completo. Que consegue tornar todos os momentos bem apropriados. Desde <em>Deep Water</em>, que funciona como uma forma de recuperar o fôlego diante daquela seqüência de canções soturnas, até a provável faixa mais “Dummy” do álbum (seguida bem próxima por <em>Plastic</em>): <em>Threads</em>, que finaliza Third daquela maneira nostálgica. É muito difícil ter a coragem de assumir que esse é o melhor disco deles, não farei isso por enquanto, mas digo sim, que esse é o meu favorito no momento.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">P.S.: Acabei de notar que ironicamente o Third ficou na terceira posição. Juro que na foi por querer. Hehe!</span></p>
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<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;"><br />
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<p class="MsoNormal"><a href="http://w19.easy-share.com/1903244765.html"><span style="font-family:Tahoma;"><img class="alignnone size-full wp-image-19" title="nomo-ghost-rock" src="http://amezzanotte.files.wordpress.com/2009/01/nomo-ghost-rock.jpg?w=450" alt="nomo-ghost-rock"   /></span></a></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;">02. GHOST ROCK (Nomo): </span></strong><span style="font-family:Tahoma;">Nada mais correto do que colocar um álbum que <em>pense </em>de forma mais orgânica diante de um mar de elementos eletrônicos ao longo da lista, se é que vocês me entendem (vejo pelo menos uns 6 álbuns com total influência / referência da música eletrônica nesse top). Mas como uma boa forma de reformar e temperar a sonoridade jazz-rock, Nomo também atribui boa parte de seus sons a efeito eletrônicos. Estou sendo contraditório na minha introdução? É a idéia. Vamos lá.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Elliot Bergman – líder do Nomo &#8211; é um sujeito esperto. Numa época que sentimos aquela carência de um jazz mais fluente, ele me aparece com um verdadeiro bombardeio de afrobeat em meio a uma teia de efeitos que flertam com o krautrock, passando pelo fusion.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">A faixa de abertura – <em>Brainwave</em> – já precede o que está por vir. As bugingangas sobrepõem o caos da improvisação de sopros, a faixa trata-se de uma longa introdução que deixa evidente a idiossincrasia do grupo. Ao longo do álbum são encontradas referências a músicos e estilos variados do jazz, no caso de <em>Three Shades</em>, por exemplo, é possível nota as influências de John Coltrane em cada acorde da improvisação dos instrumentos de sopro. O afrobeat é desmembrado na sua maneira mais pura em <em>All The Stars </em>e em <em>Last Beat</em>, está última que é o principal hit de 2008 no meu som. O piano elétrico e as improvisações progressivas de <em>My Dear</em> geram um belo encontro do jazz-funk com o fusion. Na última música – <em>Nova</em> – ainda é possível notar ecos do Talking Heads ali. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">É preciso registrar a força energética que caracteriza esse álbum, não há um segundo sequer que ele pare. Todo o fluxo de adrenalina possível é jogado ao ouvinte sem que ele possa pensar ou respirar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Portanto, <a href="http://www.vimeo.com/1376577">Ghost Rock</a> trata-se de um dos choques mais elegantes do orgânico com o eletrônico. E em meio a toda experimentação e improvisação, Nomo eleva o afrobeat a um status que ele não se encontrava há muitos anos.</span></p>
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<p class="MsoNormal"><a href="http://w19.easy-share.com/1903246913.html"><span style="font-family:Tahoma;"><img class="alignnone size-full wp-image-20" title="beat-konducta-vol-5-dill-cosby-suite" src="http://amezzanotte.files.wordpress.com/2009/01/beat-konducta-vol-5-dill-cosby-suite.jpg?w=450" alt="beat-konducta-vol-5-dill-cosby-suite"   /></span></a></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;" lang="EN-US">01. VOL. 5: DIL COSBY SUITE (Beat Konducta): </span></strong><em><span style="font-family:Tahoma;" lang="EN-US">“This is not only a tribute to all of our friends, it is a tribute to the music that has kept us alive for so long.”</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">As palavras que ditam os últimos segundos da faixa <em>The Main Inspiration (Coltrane of Beats)</em> e resumem o que é o Dil Cosby Suite. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">É impressionante a capacidade de Madlib se recriar, confesso que nunca explorei seus trabalhos com afinco. Mas basta pinçar os diversos álbuns ao longo de sua carreira e nota-se suas mutações. No quinto álbum sob o pseudônimo de Beat Konducta, o DJ se junta a J-Rocc para prestar uma homenagem a seu amigo e parceiro – no projeto Jaylib – Jay Dee, que faleceu há quase três anos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Diante de uma serie de curtas faixas como se fossem sketches ele vai recriando um universo em comum na carreira de Jay Dee a partir de seu ponto de vista. O que me parece ainda mais indicado para homenageá-lo, digo isso, pois a maioria dos tributos musicais não costuma de passar remixagens de produções do homenageado. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Creio que a forma emocional que Madlib e J-Rocc (esse último, que já havia feito um tributo a Jay Dee em 2007) lidaram para produzir esse álbum acabou sendo o grande trunfo, o tributo funcionou perfeitamente a partir do momento que eles conseguiram captar as influências de Jay Dee para a música negra atual de uma maneira abrangente. Não é a toa que a textura adocicada de <em>Sacrifice</em>, dentro de seu pouco mais de 1 minuto, talvez seja a canção mais bonita desse ano.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Dil Cosby Suite é um disco sólido, ele simplesmente não vai funcionar se você ouvir as músicas avulsas ou de maneira aleatórias. A experiência só surte efeito se for do início ao fim. Entre samplers obscuros e alguns familiares &#8211; rola Boredom do Buzzcocks em <em>The Get Over (More) </em>– nos é proposto uma produção rica que até convém descrever como uma trajetória temporal não cronológica e não-intencional. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Entre um tributo e uma viagem pelas últimas décadas, Madlib e J-Rocc ergueram um monumento à música negra, que é para mim o grande álbum de 2008.</span></p>
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<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">Quem quiser ver o resto da lista na integra entre <a href="http://rateyourmusic.com/list/Ortman/top_2008">aqui</a>. Aproveitem porque em breve eu vou deixar somente os 25 primeiros álbuns.<br />
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amezzanotte.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amezzanotte.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amezzanotte.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amezzanotte.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amezzanotte.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amezzanotte.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amezzanotte.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amezzanotte.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amezzanotte.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amezzanotte.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amezzanotte.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amezzanotte.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amezzanotte.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amezzanotte.wordpress.com/34/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amezzanotte.wordpress.com&amp;blog=6150754&amp;post=34&amp;subd=amezzanotte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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